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domingo, 24 de novembro de 2013

Life Coaching

O Life Coaching é uma ocupação que tem aberto novas e interessantes possibilidades de trabalho, pois seus conhecimentos são complementares e desejáveis para todas as profissões que lidam diretamente com gente.

 É fato bastante conhecido que o atendimento técnico sistemático que ocorre como premissa fundamental das instituições promotoras de bem-estar, fomenta e favorece o estabelecimento rápido de um vínculo de confiança entre os clientes e os profissionais que os atendem.

Após poucos contatos, é comum que os profissionais sejam questionados a respeito de assuntos que extrapolam os conhecimentos técnicos relacionados a exercícios físicos e programas de treinamento, e passem a conhecer de maneira mais abrangente a vida das pessoas que eles atendem.

A partir desse momento, além de treinadores e instrutores, as pessoas estão também buscando agentes facilitadores de mudanças positivas para as suas vidas. Surge a demanda por orientações complementares às dos programas de treino e que possam ajudar na construção de hábitos saudáveis e catalisar as mudanças que as pessoas desejam realizar.

Uma maneira eficiente, ética e talvez a mais adequada de suprir essa demanda é por meio da utilização de conceitos de coaching aplicados ao estilo de vida, ou o que chamamos de Life Coaching.

Apoiado em habilidades especiais de relacionamento e em um estilo de comunicação não-hierárquico, bem diferente do que os profissionais da educação física estão acostumados, o Life Coaching é um processo interativo que busca construir autonomia nas pessoas e ajudá-las a estabelecer metas e desenhar planos de ação para cumprir tais metas.

Totalmente diferente de uma terapia psicológica tradicional, em que, na maioria das vezes, o importante é analisar partes do passado, gerar compreensão e então encarar as questões do presente, o Life Coaching orienta o foco inicial exclusivamente para o momento presente e preocupa-se em gerar os resultados desejados no futuro.

O Life Coaching ocorre fundamentalmente por meio do diálogo. Por isso, é extremamente desejável o domínio de habilidades refinadas de comunicação, como, por exemplo, programação neurolinguística e até mesmo hipnose. Profissionais que possuem capacidades facilitadas de relacionamento interpessoal também demonstram desempenhos excelentes como coaches, porque muitos se valem da empatia e da capacidade de ouvir ativamente as pessoas com quem trabalham, e isso os ajuda a fazer as perguntas certas, muito mais do que apresentar respostas prontas.

Dessa forma, o Life Coach pode se posicionar como um sistema eficiente de suporte, oferecer o patrocínio emocional e feedbacks positivos e construtores de autoestima e autonomia nas pessoas, pois apesar de todo o processo implicar a interação direta com o coach, outro aspecto fundamental desse processo é que todas as decisões devem ser de responsabilidade dos clientes. Usando um exemplo prático, digamos que um Life Coach esteja trabalhando com um cliente para ajudá-lo a abandonar o tabagismo. Seu papel nunca deverá ser ordenar que o cliente não fume, mas, principalmente, atuar para resolver favoravelmente a ambiguidade que se apresentará. O coach deve informar, sugerir estratégias, ajudar no processo decisório e até mesmo centralizar a comunicação com outros profissionais para maximizar as chances de sucesso de abandono do tabagismo, mas, de modo algum, deverá ordenar que o cliente pare de fumar.

Essa quebra no paradigma hierárquico de comunicação talvez seja uma das maiores dificuldades para os profissionais de educação física, que, normalmente, estão muito mais acostumados a dar comandos, instruir, corrigir e aplicar os conceitos das ciências do exercício, em vez de realizar explorações e induzir reflexões em seus clientes para que eles possam então trazer para o processo respostas próprias. Inclusive, quando tratamos da criação do próprio hábito de exercitar-se, é muito importante para a aderência aos programas de exercício que as pessoas reafirmem diariamente que essa jornada para a vida ativa é uma decisão delas e não algo que vem como imposição externa.

É importante notar que muitos profissionais já atuam como Life Coaches mesmo sem saber. São, normalmente, aqueles professores que demonstram interesse genuíno pela vida das pessoas que atendem e que fazem questão de estabelecer contato com elas para acompanhar aspectos diversos das suas vidas. Perguntam sobre a família, o trabalho, a alimentação e, muitas vezes, sobre assuntos mais informais, como times de futebol e até mesmo receitas de comidas. Esses profissionais criam canais especiais de comunicação com as pessoas porque permeiam as conversas com o conforto psicológico necessário de modo que as pessoas manifestem seus desejos de mudanças nos diversos aspectos da vida.

O Life Coaching, bem como as outras manifestações de coaching, é uma ocupação que tem crescido bastante nos últimos anos e tem aberto novas e interessantes possibilidades de trabalho, pois seus conhecimentos são complementares e desejáveis para todas as profissões que lidam diretamente com gente. E já existem disponíveis desde formações extensivas até cursos e workshops de capacitação em todas as manifestações.

Metaforicamente, fazer coaching significa muito mais ensinar pessoas a pescar do que lhes entregar os peixes ou, usando as palavras de Timothy Gallwey, um dos profissionais pioneiros nesse campo, coaching diz respeito mais a “ajudar pessoas a aprender do que tentar ensinar algo a elas.”

Por
Ivan de Marco graduado em Educação Física, membro do XP Group 
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sábado, 13 de abril de 2013

Dicas para conquistar a parceria dos funcionários




É simples, e muito importante, fazer com que os funcionários se sintam parte da empresa
O empresário deve adotar atitudes para fazer o funcionário se sentir parte da empresa e responsável pelo bom desempenho da mesma. Empresas de sucesso são feitas por pessoas vitoriosas. Quando a vitória é partilhada por todos, a motivação para novas conquistas pode ser redobrada.

Para atingir esse objetivo, siga algumas dicas:

– Mantenha e segure o seu pessoal treinado e habituado na empresa. O custo de reposição de pessoas competentes é maior do que aumentar um pouco os dispêndios e conceder alguns benefícios.

– Em reuniões de confraternização com todo o pessoal, mostre reconhecimento de bons resultados obtidos. A premiação por objetivos atingidos é instrumento fundamental para a continuidade da motivação e entusiasmo de seu pessoal. Prêmios-surpresa ou sorteios dão bons resultados.

– Não cometa o erro de impor metas inatingíveis.

– Nas comissões ao pessoal de vendas, implante um sistema de remuneração em que parte dos ganhos seja oriunda da venda total da empresa ou das lojas (por exemplo, cada vendedor ganha sobre as vendas de outro, ainda que em proporção menor), criando um ambiente de cooperação sadio, evitando a sonegação de mercadorias entre as lojas.

– Mantenha comunicações abertas e integração sadia entre as lojas e filiais. Caso existam problemas, experimente fazer com que as notas de transferência sejam consideradas como vendas de uma loja para outra, atribuindo premiação para quem mais contribuir, ou faça com que os gerentes abram uma conta-corrente financeira, registrando a transferência e recebimento de mercadorias.

– Evite paternalismo. Não permita pactos entre vendedores e, às vezes, com o próprio gerente para "ajudar" um vendedor a atingir sua meta e depois dividir as comissões. Se isso ocorrer, a empresa estará pagando comissões e prêmios que não deveria, como no caso de o gerente efetuar toda a operação de venda e atribuí-la a um vendedor.

– Tenha a equipe na medida certa. Fique atento aos ganhos médios de seus vendedores e não aumente a equipe se não houver certeza de aumento de vendas reais. A equipe divide as vendas da loja pelo número de vendedores em atuação. Se você ultrapassar o número ideal para eles, haverá sabotagem e "pressão psicológica" sobre os recém-admitidos. Exemplo: um quinto vendedor absorverá aproximadamente 20% dos ganhos de cada um dos quatro vendedores já existentes.

– Torne transparente sua política salarial. Leis e Decretos devem ser entendidos, pois a falta de informação geralmente é formadora de boatos comumente negativos.

– Antecipe todo mês um pouco de aumento ao pessoal fixo ao invés de seguir as leis dos dissídios não mensais para reposição de perdas salariais. O aumento de vendas nominais é um bom indicador para você reajustar salários e também para que todo o pessoal associe seus ganhos com o desempenho de vendas.

– Tenha uma organização simples, sem muitos níveis de mando. Use manuais de procedimentos o mínimo possível, optando por atitudes práticas. Muita informação só computador guarda. Vacine-se contra a burocracia.

– Comunique sistematicamente a toda a empresa as admissões e demissões ocorridas com as suas causas. Evite boatos inconvenientes.

– Decida e divulgue seu calendário e horários no início do ano quanto a escala de férias (individuais e coletivas), datas de inventários, dias e horários de compensações, escalas, folgas/prêmios, festas de confraternização, horários de Natal, Ano Novo, Páscoa e dias festivos e pagamento de 13º salário.

Fonte: Sebrae PR
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As lições dos policiais de elite para os profissionais


Pesquisadores estudam o trabalho dos grupos de policiais de elite e mostram o que eles podem ensinar sobre comportamento profissional

São Paulo - Longe dos amenos corredores corporativos e das decorações impessoais, há muita gente que arrisca a própria vida para cumprir suas tarefas diárias. Policiais fazem isso por um salário de 3 000 reais (em média), bem menos do que o de um analista, cargo básico de grandes companhias.

Interessados em entender o que faz uma pessoa escolher essa profissão, os professores Carmen Migueles, da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ), e Marco Tulio Zanini, da FGV-RJ e da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais, juntaram-se a Márcio Colmerauer, chefe de gabinete da Secretaria de Planejamento e Gestão do Rio de Janeiro, e saíram a campo para estudar o comportamento dos policiais de elite do ponto de vista do trabalho.

O resultado está no livro A Ponta de Lança, previsto para ser lançado no segundo semestre deste ano. Em quase três anos, o trio entrevistou oficiais e soldados do Batalhão de Operações Policiais Especiais (o Bope), do Comando de Operações Táticas (COT), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de seis equipes da Swat (sigla em inglês da divisão especial da renomada polícia americana), que estiveram na mira dos pesquisadores.

“Essas equipes dão exemplos de como a boa gestão pode suplantar dificuldades e estabelecer padrões de grande desempenho”, diz Marco Tulio. A seguir, os ensinamentos que as tropas de elite podem, de verdade, passar aos profissionais. 

1- Ação norteada pelo ideal

Uma característica central das equipes de operações especiais é a ação norteada por um ideal. “Há um forte sentimento de orgulho, de pertencimento e lealdade”, diz Marco Tulio. No mundo corporativo, a missão é uma frase grudada na recepção da empresa, mas ninguém cuida de segui-la à risca.

“Não se discute como cada tarefa, cada treinamento e a disciplina pessoal são importantes para respeitar a missão da companhia”, diz Carmen Migueles. A solução para o profissional é refinar suas próprias crenças, estabelecendo para si mesmo um padrão ético em que acredite e cumpra firmemente. “Nesse caso, a pessoa tem de escolher um emprego numa empresa que compartilhe dos mesmos valores”, afirma Marco Tulio. 

2- Confiança e lealdade 

Um dos dilemas na vida corporativa é a construção de vínculos de confiança nas relações de trabalho. “Os profissionais têm medo de confiar uns nos outros, pois pensam que se revelarem uma boa ideia podem ser passados para trás”, diz Carmen. Nas tropas de elite, confiança é uma valor praticado a cada missão. Boa parte da coragem de um policial depende da crença de que seus colegas de equipe protegerão sua vida num confronto.

Se esse vínculo se quebra, o sucesso de uma ação fica comprometido. Uma razão para que esse vínculo pessoal forte não ocorra nas empresas é a distância muito grande entre discurso e prática — um defeito comum em diversas companhias. “No dia a dia, trabalha-se em busca de ganhos imediatos, mas o que fortalece a lealdade é uma cultura sólida”, afirma Marco Tulio. 

3- Liderança 

A hierarquia é uma característica marcante das polícias. Existem muitos níveis de comando e muita formalidade entre eles. Isso não significa, no entanto, rigidez total. Segundo os pesquisadores, existe harmonia entre a liderança formal e a informal, até mais do que em empresas. Em muitas operações, a liderança é assumida por um profissional de patente inferior que conhece melhor o contexto, com o consentimento do líder formal.

É um exemplo, de acordo com Carmen, do que fazer quando se fala que todo profissional deve ser um líder. A questão é ter capacidade de tomar decisões sem que alguém tenha de dizer que parâmetro usar. “Se o profissional tiver de esperar sempre alguém para dizer o que ele deve fazer, os erros serão inevitáveis”, diz Carmen. 

4- Espírito de corpo

Esprit de corps é a expressão francesa que, traduzida literalmente para o português, significaria espírito de corpo. No Brasil, usa-se mais o termo corporativismo, embora seja carregado de uma conotação negativa — por aqui, ser corporativista é confundido com ser interesseiro ou bajulador.

A expressão original, porém, permite uma interpretação positiva: o sentimento de “um por todos e todos por um”. Mais que trabalho em equipe, ela demonstra que o grupo está unido por uma missão maior e que, diante de uma ameaça, os integrantes se mobilizam para defender o grupo. “Nas forças policiais não há espaço para o egoísmo”, diz Marco Tulio. “Cada um deve ter a consciência de que seus atos têm forte influência sobre a equipe, como deveria ser entre profissionais de qualquer área.” 

5- Treinamento e seleção

Há uma diferença entre o ritmo das equipes de elite e o das polícias convencionais. O treinamento para entrar no Bope chega a ser cruel, como foi retratado no filme Tropa de Elite. “Metade dos alunos desiste na primeira fase”, afirma Alberto Pinheiro Neto, coronel da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, explicando que o treinamento é uma quebra brutal da rotina, na qual se dorme pouco e se alimenta mal.

“Na seleção reconhecemos quem realmente tem capacidade física e psicológica e desejo de estar na equipe”, diz o coronel. Nessas equipes, o sentimento de pertencimento começa nesse árduo processo de recrutamento. O mundo corporativo não pode usar as mesmas regras, obviamente, mas o exemplo do Bope sugere que talvez nem empresas nem profissionais estejam sendo suficientemente criteriosos na escolha do funcionário e do emprego. “A decisão é, quase sempre, tomada com base em resultados de curto prazo”, diz Carmen. 

6- Controle emocional 

Manter-se lúcido para tomar decisões, mesmo diante de conflitos e em momentos de extrema agonia, principalmente em situações de combate, quando é possível ter companheiros atingidos gravemente. É assim que as forças policiais atuam. “Controle emocional é não permitir que o pânico e o medo levem o policial a agir de forma precipitada”, afirma Marco Tulio. Nas equipes da Swat, nos Estados Unidos, que atuam no resgate de reféns e no combate ao crime organizado, o controle emocional é essencial.

“A Swat opera em situações críticas nas quais a vida dos cidadãos está em risco. Uma ação afoita pode colocar os inocentes em risco”, diz Marco Tulio. Nas empresas, o profissional deve manter o controle para tomar decisões. “Usar a razão no lugar da ação sem reflexão é essencial”, diz Marco Tulio. 

Por Caroline Marinho
Revista Você S/A
01/03/13


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