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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Musculação: a importância do acompanhamento adequado

Tornou-se indiscutível que a prática de atividades físicas é importante para manutenção da saúde. Nesse contexto, a musculação vem ganhando um espaço crescente, por proporcionar resultados estéticos, melhorar o desempenho desportivo e ajudar na prevenção, recuperação e reabilitação das mais diversas condições patológicas. 

Cientes desses benefícios, muitas pessoas procuram locais especializados para prática de musculação. No momento de escolher onde treinar, diversos fatores são levados em consideração, como a proximidade de casa/trabalho, estrutura física, preço, tipo de público que a freqüenta... No entanto, o fator principal muitas vezes é negligenciado: a qualidade do acompanhamento profissional.

No Brasil, é obrigatório que as academias tenham um professor de Educação Física, devidamente registrado no CREF (Conselho Regional de Educação Física) para supervisionar os seus alunos. Essa prática não é novidade na área da saúde. Para exercer suas profissões, médicos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas, por exemplo,devem possuir formação na área específica e registro no conselho respectivo. No caso da Educação física, isso é uma forma de proteger o praticante, garantindo a sua segurança e os seus resultados. No entanto, uma tendência de mercado vem preocupando os profissionais mais atentos e comprometidos: a criação de academias na qual a supervisão é negligenciada. Como a folha de pagamento é uma das principais fontes de despesa das academias, muitas empresas estão abrindo mão de bons profissionais para atender seus alunos, ou até mesmo abrindo mão de ter um profissional em sala, com objetivo de reduzir custos. Essas academias normalmente possuem poucos profissionais em sala, os quais servem mais para dar satisfações legais do que propriamente para atender os praticantes. 

Apesar desses locais normalmente não serem procurados por pessoas com problemas de saúde (pois elas normalmente têm consciência dos riscos de um acompanhamento inadequado), muitas pessoas com objetivos estéticos e pensando em pagar mensalidades mais baixas as têm procurado. Mas será que a falta de acompanhamento não prejudicaria os resultados?

O primeiro estudo sobre o tema foi publicado por Mazzetii et al. (2000). Os autores compararam as mudanças na força máxima e na potência muscular após 12 semanas de musculação em homens moderadamente treinados, os quais realizavam os treinos sob supervisão individual ou sem supervisão direta. Os participantes tinham entre 1 e 2 anos de experiência em musculação, mas nunca haviam treinado sob supervisão direta. Os dois grupos realizaram treinamentos idênticos, com as mesmas margens de repetições, séries, exercícios, etc. A diferença foi que o grupo supervisionado treinou com o acompanhamento direto de um especialista em todas as sessões, enquanto o grupo não-supervisionado teve acompanhamento apenas em uma sessão de familiarização, na qual o treino foi demonstrado e explicado, em seguida os treinos ocorreram sem supervisão, havendo apenas auxilio de um colega de treino nos exercícios como supino e agachamento, por questões de segurança. Ao final do estudo, os ganhos de força e potência muscular, bem como os ganhos de massa magra e a perda de gordura foram maiores para o grupo supervisionado. 

Posteriormente, Coutts et al. (2004) examinaram o efeito da supervisão durante 12 semanas de musculação nos resultados obtidos por jovens jogadores de rúgbi. Novamente, os grupos realizaram exatamente o mesmo treino, com diferença apenas na supervisão. No treino não supervisionado, havia profissionais na sala para dar informações, quando solicitados, mas o acompanhamento direto dos 21 atletas foi realizado por um gerente da equipe, sem formação na área, cujo papel era apenas controlar a freqüência e outros aspectos administrativos. O outro grupo treinou sob supervisão direta de especialistas, com a relação de 1 professor para cada 7 alunos. De acordo com os resultados, os ganhos de força foram maiores para o grupo que treinou sob supervisão.

Com esses dados, fica claro que, mesmo em pessoas treinadas, a supervisão tem um papel essencial nos resultados. Aqui deve-se lembrar que a simples vivência em uma atividade não transforma uma pessoa em um especialista. É interessante ver alguns praticantes de musculação acreditarem que são auto-suficientes devido à prática e que não precisam de orientação profissional em seus treinos, quando mesmo atletas profissionais, com vasta experiência em suas atividades, recorrem ao acompanhamento de um treinador formado. Vamos pensar bem, se o acompanhamento não fizesse diferença, será que os atletas olímpicos, ou equipes profissionais de futebol, basquete, vôlei, etc. gastariam dinheiro contratando técnicos e preparadores físicos? 

O professor de Educação Física passa anos estudando as diversas ciências envolvidas na prática de atividades físicas, como fisiologia, bioquímica, biomecânica, cinesiologia, anatomia, sem esquecer de outras não menos importantes como as relacionadas à aprendizagem motora, psicologia, etc. E esse conhecimento acadêmico é essencial para se tirar o máximo de proveito de um treino. Por exemplo, um bom profissional saberá controlar a velocidade, intervalos, aproveitar melhor os ângulos de movimento, ajustar cargas, etc. variáveis pouco compreendidas e muito importantes para os resultados (Gentil, 2011). Nos estudos anteriores, por exemplo, os participantes tinham vários meses, ou até anos, de experiência na prática de musculação, e os resultados só vieram com um acompanhamento adequado, mesmo que os treinos fossem exatamente os mesmos para os grupos que treinaram com e sem supervisão. 

Nesse ponto, muita gente pode levantar a hipótese de que a supervisão seja mais importante para atletas e pessoas treinadas, pois eles precisariam de estímulos mais eficientes para se adaptarem, em comparação com um aluno comum de academia. A resposta a isso vem de um estudo conduzido pelo nosso grupo, no qual foram comparados os efeitos da supervisão nos ganhos de força de 124 homens jovens, não-treinados, após 11 semanas de musculação (Gentil & Bottaro, 2010). Os participantes foram divididos em turmas de 20 a 25 alunos, metade com supervisão alta e metade com supervisão baixa. Nas turmas com supervisão alta, havia 4 a 6 professores por turma, o que mantinha uma supervisão média de 5 alunos por professor, já nas turmas com supervisão baixa, apenas um professor cuidava dos 20 a 25 alunos. Os grupos realizaram exatamente os mesmos treinos, com os mesmos exercícios, mesmas margens de repetições e mesmos intervalos entre as séries. Os professores não tinham conhecimento do objetivo do estudo, e sua instrução, independente de estar com supervisão alta ou baixa, foi para manter os alunos motivados e orientá-los com relação à execução correta e ajuste de intensidade. Ao final do estudo, o grupo que treinou sob supervisão alta obteve um aumento de 15,9% na força do supino, o que foi maior que os 10,22% obtidos pelo grupo que treinou sob supervisão baixa. As maiores diferenças, entretanto, ocorreram para o torque dos membros inferiores, no qual o grupo sob supervisão alta ganhou 11,8%, enquanto o aumento de 1,4% do grupo que treinou sob supervisão baixa não foi significativo. 

A explicação dos resultados encontrados dos estudos anteriores está na maior aderência ao treino, maior progressão da carga e utilização de intensidades mais adequadas. No entanto, é importante notar que nesses estudos os treinos foram os mesmos para os dois grupos, algo que não será verdade para uma pessoa treinando sem supervisão. Sem supervisão, o praticante monta o próprio treino ou o copia de uma outra pessoa, o que aumentará ainda mais os riscos à saúde e diminuirá a possibilidade de se obter bons resultados. Imagine quão diferentes seriam os resultados se fossem comparados treinos elaborados por profissionais de Educação Física e treinos montados por pessoas não formadas?

Desse modo, fica claro que, independente do nível de treinamento, a supervisão por um profissional especializado, bem como uma relação adequada professor:aluno são essenciais para garantir a segurança e os resultados. Na hora de escolher uma academia, não basta observar se ela está na moda, é barata ou bonita. Lembre-se que uma academia é movida essencialmente pela qualidade dos profissionais que nela trabalham. O acompanhamento adequado pode representar a diferença entre ter ou não ter resultados. Portanto, quando for procurar um local para treinar, mais do que qualquer outra coisa, observe principalmente se você terá acompanhamento direto de bons profissionais.

Referências bibliográficas

Coutts AJ, Murphy AJ & Dascombe BJ. (2004). Effect of direct supervision of a strength coach on measures of muscular strength and power in young rugby league players. J Strength Cond Res 18, 316-323.
Gentil P. (2011). Bases Científicas do Treinamento de Hipertrofia. Editora Sprint, Rio de Janeiro.
Gentil P & Bottaro M. (2010). Influence of supervision ratio on muscle adaptations to resistance training in nontrained subjects. J Strength Cond Res 24, 639-643.
Mazzetti SA, Kraemer WJ, Volek JS, Duncan ND, Ratamess NA, Gomez AL, Newton RU, Hakkinen K & Fleck SJ. (2000). The influence of direct supervision of resistance training on strength performance. Med Sci Sports Exerc 32, 1175-1184.



Por Paulo Gentil

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Musculação pode ajudar no tratamento da artrose

Caracterizada pela destruição progressiva dos tecidos que compõem as articulações, aquelas partes do corpo que permitem a mobilidade dos ossos, levando à instalação progressiva de dor, deformação e limitação dos movimentos, a artrose atinge 20% da população com até 40 anos de idade. Este número chega a quase 100% quando tomamos como referência a população com 80 anos.

Novos estudos encontraram importantes evidências de que submeter o paciente a um programa específico de exercícios supervisionados com pesos é mais eficaz do que simplesmente indicar a prática da atividade física, principalmente quando associada de redução do peso corporal entre 5% a 10%. Conforme os pesquisadores, os exercícios de musculação possuem ações diretas no processo de reabilitação da artrose, pois é comum observar atrofia e fraqueza dos músculos ao redor da articulação lesionada e somente a musculação pode recuperar essa região.

O especialista em clínica médica e médico responsável pelo Instituto Lyon de Curitiba, Antônio Augusto de Arruda Silveira Júnior, explica que a artrose é uma doença osteomuscular que acarreta sérias dificuldades na vida diária dos pacientes, pois gera numerosas incapacidades que não só afetam o seu estado de saúde, como também apresentam uma série de implicações psicossociais, ocupacionais e familiares. "Essa doença carrega sobre si o mito de não ter tratamento, fazendo com que os portadores dessa patologia padeçam sem a atenção médica devida mesmo nos dias de hoje", assinala.

Auto medicação

Uma preocupação do especialista é que, devido às dores crônicas na articulação, os portadores do distúrbio costumam se automedicar com remédios que podem provocar desde constipação intestinal até problemas renais graves, além de mascarar o quadro clínico da doença. Como agravante, alguns pacientes ingerem substâncias antiinflamatórias associadas de corticóides, expondo-se a riscos como hemorragias digestivas, hipertensão arterial, osteoporose e diabetes, entre outras.

No entender de Silveira Jr., torna-se prioritário o diagnóstico entre as diferentes formas de reumatismo como passo inicial para abordagem e tratamento adequado. "Também devemos considerar que dores articulares podem não ser de origem reumática", avisa o médico. Após o correto diagnóstico e a certeza de quais e em que grau as articulações estão afetadas, inicia-se o uso, preferencialmente, de medicações individualizadas. Uma grande mudança de paradigmas na reabilitação de pacientes com osteoartrite seja para diminuir a dor ou para melhorar a amplitude do movimento articular foi a comprovação de que exercícios de musculação são muito superiores à hidroterapia, por exemplo, no tratamento da doença.

Vantagens dos exercícios de musculação para portadores de artroses:

Acarretam ganho de massa óssea e muscular.

Não requerem aptidão prévia.

Apresentam menores riscos cardiovasculares do que uma simples caminhada de intensidade moderada no plano, principalmente para pacientes portadores de doença cardíaca grave.

Pelo incremento de força muscular, diminuem o risco de quedas e devolvem a independência funcional ao paciente.

Os problemas fundamentais do paciente com artrose são:

Dor articular.
Rigidez matinal
Diminuição do movimento articular.
Perda da função articular.
Diminuição da força muscular.
Diminuição da resistência muscular.
Deformidade articular.
Alteração da marcha.

Fonte: Redação O Estado do Paraná
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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Musculação e overtraining (sobretreinamento)


Diversos estudos científicos têm demonstrado inúmeras evidências de que treinos mais curtos e intensos são mais efetivos e seguros. Nesse sentido, o número de adeptos dessa filosofia tem aumentado consideravelmente. Porém, o uso inadequado dessas estratégias pode ser tão lesivo e improdutivo quanto os treinos longos.
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terça-feira, 14 de junho de 2011

O efeito do treinamento e destreinamento na força muscular de meninos pré-púberes

Resumo do artigo

A treinabilidade de força em crianças tem sido bastante explorada, mas ainda existem alguns questionamentos: O quanto a força decresce quando a criança interrompe o treinamento? O objetivo deste estudo foi avaliar o comportamento da força muscular dinâmica isotônica (1-RM), pico de torque isocinético e pico de torque isométrico, na extensão de joelho (EJ) e na flexão de cotovelo (FC) de meninos durante 24 semanas, sendo 12 semanas de treinamento e 12 de destreinamento de força. 
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domingo, 5 de junho de 2011

Os efeitos do treinamento de força sobre os fatores de risco da síndrome metabólica

Resumo do artigo

Introdução: 
Medidas não-farmacológicas, como a atividade física, vêm sendo recomendadas para prevenção e tratamento de doenças crônicas não transmissíveis.  Objet ivo: jet ivo: Realizar revisão da literatura para
ver i f i car  os  mecani smos  por  meio dos quais o treinamento de força provoca alterações metabólicas e celulares, agindo positivamente sobre os fatores de risco da síndrome metabólica.
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sábado, 4 de junho de 2011

A treinabilidade da força de meninos escolares pré-púberes e púberes submetidos a um programa de treinamento de força

Resumo do artigo
O treinamento de força é praticado por adultos e idosos que visam ao melhoramento do rendimento desportivo ou ao aprimoramento da aptidão física, sendo consensual, no meio científico, as adaptações musculares e ósseas proporcionadas por essa prática. No entanto, a treinabilidade da força em crianças é discutida, principalmente, em função das controvérsias existentes entre estudos, referentes às adaptações provocadas pelo treinamento em nível muscular, bem como sobre as diferenças existentes entre os estágios de maturação. Sendo assim, as crianças são treináveis em relação à força muscular? O objetivo deste estudo foi avaliar a treinabilidade das forças de flexão do cotovelo e extensão do joelho em meninos escolares prépúberes e púberes submetidos a um programa de treinamento de força dinâmico e individualizado e comparálos com um grupo controle. O treinamento foi realizado 3 vezes por semana, durante 12 semanas, com 3 séries de 10-12 repetições, a uma intensidade de 60% a 85% do 1-RM. Também foi avaliada a especificidade do treinamento, comparando-se os ganhos obtidos nas forças dinâmica e estática dos membros superiores e inferiores. Os resultados indicaram que meninos pré-púberes e púberes submetidos ao treinamento apresentaram ganhos significativos na força muscular dinâmica (1-RM), tanto na flexão do cotovelo (88,9% e 44,4%, respectivamente) como na extensão do joelho (36,1% e 32,2%, respectivamente). O grau de treinabilidade da força, avaliado pelo ganho em quilogramas (∆) ocorrido nesses exercícios, foi semelhante nos dois grupos maturacionais. No entanto o treinamento dinâmico não alterou a força muscular estática, pois não houve alteração significativa das forças de flexão do cotovelo e extensão do joelho em 90° e 130°. Estes dados confirmam o princípio da especificidade entre os métodos de treinamento e de avaliação da força muscular. Palavras-chave: treinamento de força, força dinâmica, força estática, pré-púberes e púberes.


Para ler o artigo na íntegra clique aqui.


Autor: Ronei Silveira Pinto

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Musculação e emagrecimento


Como já dissemos em outra ocasião, o dogma de aeróbios e perda de gordura não passa de um equívoco. A utilidade destas atividades é extremamente limitada e dever ser complementada, ou mesmo substituída, por exercícios mais específicos e eficientes. Junto com as modalidades citadas ao final do artigo "A verdade sobre aeróbios e emagrecimento", a musculação pode ser tida como uma das melhores opções em todos os aspectos, desde prevenção de patologias, ganho de massa muscular, tratamento de enfermidades, e, claro, redução da gordura corporal. 
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domingo, 28 de novembro de 2010

Exercício físico e fatores de risco cardíacos: qual o melhor treinamento, aeróbico ou resistido?

A doença cardiovascular é o maior fator de morte na maioria das nações industrializadas. Nos Estados Unidos, por exemplo, o índice de mortalidade por problemas cardiovasculares é 100 vezes maior que o de câncer de pele (outra patologia de grande repercussão). Não é de se admirar que esta enfermidade tem adquirido grande atenção dos meios científicos e da imprensa. 

Hiperinsulinemia, hipertensão, dislipidemia e obesidade em forma andróide são os principais fatores para a doença arterial coronariana. A maioria destes fatores está interligada pela síndrome metabólica, nova denominação aplicada pela ciência para denominar este quadro patológico sistêmico. Devido a grande preocupação com este risco, médicos e professores de Educação Física passaram a questionar qual seria a melhor atividade física como tratamento auxiliar e preventivo no combate a esta epidemia.
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Importância do Treinamento de Força para Crianças (Pré-púberes)

Antes de inciarmos o assunto propriamente dito, precisamos deixar claro que o termo Musculação não é mais utilizado em pesquisas científicas e sim Treinamento de Força e essa nova conceituação se subdivide em:

  • Treinamento de Força Máxima:
      - Dinâmica
      - Isométrica ou Estática
  • Treinamento de Força Explosiva
  • Treinamento de Força – Resistência ou Resistente

Esclarecido este ponto, vamos ao assunto.

Em um tempo não muito distante, pensava-se que o treinamento de força para crianças tornava-se prejudicial por afetar o seu crescimento, infelizmente este pensamento errôneo ainda encontramos hoje, a suposição é que este tipo de treinamento lesiona as epífises ósseas (extremidades), causando a aceleração da calcificação destas regiões e comprometendo com isso o crescimento da criança. Pois bem, segundo CAMPOS (2000):

“Com um programa adequado à criança e supervisionado por um profissional competente bem como com o uso de técnicas corretas de execução, os benefícios se tornam inúmeros, entre eles:

  • Aumento da força
      - O aumento da força não só melhora a capacidade funcional da criança como protege as articulações pelas quais estes músculos passam, protegendo-as de lesões.
  • Aumento da resistência muscular
  • Diminuições das lesões relacionadas com esportes e atividade recreacionais
  • Melhoria da performance no esporte e atividade recreacionais
  • Melhoria da coordenação muscular
  • Manutenção e aumento da flexibilidade
  • Melhor controle postural
  • Aumento da densidade óssea
  • Aumento do condicionamento físico
  • Melhoria da composição corporal
  • Aumento das adaptações bioquímicas como maiores concentrações de sangue e ácido lático nos músculos durante e depois do exercício máximo; aumento das reservas de glicogênio e ATP-PC e aumento da atividade de enzimas glicolítica nos músculos esqueléticos.”

Podemos perceber que o treinamento de força para os pré-púberes (crianças) pode trazer inúmeros benefícios, jogando por terra todo pensamento contrário e sem fundamento científico. Kraemer e Fleck concluíram que o risco de lesão é muito baixo. Na verdade, o treinamento com resistência pode oferecer alguma proteção contra as lesões, por exemplo, fortalecendo os músculos que cruzam uma articulação.

Quatro associações internacionais bem conceituadas já emitiram parecer favorável à prática de exercício resistido (treinamento de força) em crianças e adolescentes como um exercício eficaz e seguro quando bem orientado, são elas:
  • American College Of Sports Medicine (ACSM, 2000)
  • National Strength and Conditioning Association (NSCA, 1996)
  • The American Academy of Pediatrics (AAP, 2001)
  • American Orthopedic Society for Sports Medicine (AOSSM, 1988)

Conclusão:

O treinamento de força para crianças pode beneficiá-las em vários aspectos desde que seja realizado com profissionais capacitados, os quais irão adequar o trabalho a sua fase de desenvolvimento. Não creia no que os outros falam, mas sim no que a ciência comprova.

Por Felippe Toledo
CREF1-003924-G/RJ
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sábado, 23 de outubro de 2010

Diabetes Mellitus e Musculação

O Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome que possui o metabolismo da glicose prejudicado devido à falta de insulina e/ou incapacidade do hormônio exercer adequadamente suas funções. A doença é caracterizada por hiperglicemia crônica e freqüentemente é acompanhada de dislipidemia, hipertensão arterial e disfunção endotelial (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2004).

O indivíduo com DM geralmente apresenta as seguintes condições: nefropatia, com possível evolução para insuficiência renal; retinopatia que pode evoluir para cegueira; neuropatia com risco de úlceras nos pés; amputações; artropatia de Charcot e disfunção sexual. Além disso, há um aumento no risco de desenvolver doenças vasculares ateroscleróticas, como doença coronariana, arterial periférica e vascular cerebral e em longo prazo podem aparecer alterações vasculares que levam a disfunção, dano ou falência de vários órgãos (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2004).
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Overtraining e Overuse - Os inimigos do seu treino [Vídeo]

Matéria muito interessante, distinguindo overtraining de overuse, assistam.

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Fleximetria aplicada à musculação

Aplicação inteligente da fleximetria direcionada a sala de musculação, veja como é possível determinar angulações para execuções de exercícios e com isso proteger articulações ou até mesmo aumentar a intensidade dos exercícios. Assista ao vídeo.


Fleximetria Avancada from institutocode on Vimeo.
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Benefícios do treinamento de força para crianças e adolescentes escolares




Introdução

    Treinamento de força, treinamento resistido ou treinamento com pesos podem ser definidos como sinônimos (Riewald, 2005). O treinamento resistido pode ser definido como uma forma especializada de condicionamento usado para a habilidade de produzir ou resistir a uma força (Riewald, 2005; Dowshen, 2001). É uma atividade esportiva que está ganhando muita popularidade entre crianças e jovens; por isso, motivo de discussões quanto aos benefícios entre pais, professores e médicos (Rafferty, 2005).


    Segundo Faigenbaum (2001), as crianças são estimuladas a participarem de atividades aeróbicas como natação e ciclismo. Mas não são encorajadas a participarem de atividades de treinamento resistido.
    Isso se deve a idéias errôneas quanto às conseqüências do treinamento de força para crianças, que fazem as pessoas pensarem que o treinamento de força seja perigoso para crianças e jovens (Dowshen, 2001).
    Alguns desses conceitos afirmam ser o treinamento de força inadequado para crianças, pois resultam em lesões ósseas, musculares e articulares, além de impedirem o crescimento normal (Carvalho, 2004).
    No entanto, na última década, os estudos apresentam evidências quanto à segurança e a eficácia dos programas de treinamento de força, para crianças e jovens, quando esses são devidamente planejados (Hoffman, 2002; Blimkie, 1993; Fleck, 1999; Kraemer, 2001; Falk & Tenenbaum, 1996). Assim, a utilidade do treinamento de força para crianças torna-se quase unanimidade entre os profissionais de saúde (Lavallee 2002).
    Simultaneamente, organizações como The American Academy of Pediatrics (2001), a American College of Sports Medicine (2000), a American Orthopaedic Society of Sports Medicine (1988) e a National Strength and Conditioning Association (Faigenbaum et al., 1996) apoiam a participação de jovens em programas de treinamento resistido, desde que os mesmos tenham planejamento adequado e supervisão competente.
    A despeito das preocupações com relação à segurança e à eficácia, os benefícios dos programas de treinamento resistido estão se tornando populares para meninos e meninas de todas às idades em escolas, centros esportivos e centros de recreação (Ashmore, 2003).
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Conseqüências do treinamento de força nas fases de formação da criança à adolescência do sexo masculino

Treinamento de força prejudica o crescimento ?

Tinha-se o conceito que existia um "efeito pressão" sobre as
epífises ósseas (extremidades) da criança e adolescente na realização de
treinamento de força que esse trabalho acelerava a calcificação óssea,
portanto prejudicava o crescimento. O treinamento de força estava
relacionado a grandes massas musculares e grandes levantamento de pesos.
Sabemos hoje que tal treinamento consiste em uma atividade física ,
que pode desenvolver várias valências físicas de acordo com a forma de
trabalho , e adequada a todas as idades por ser individualizada. E ainda a
atividade física consiste em um dos meios para se estimular o hormônio de
crescimento pela hipófise , portanto muito pelo contrário , o treinamento de
força, se bem orientado , pode até ajudar no crescimento. ( Vitor
Augusto:1998)

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Destreino

Períodos de interrupção de treinamento, ou mesmo redução na freqüência, são fatos comuns para praticantes de atividade física, sejam em nível recreacional ou em alto rendimento. Para atletas, o período de destreino pode ser usado como uma estratégia interessante de forma a possibilitar uma recuperação devido a grandes períodos de stress ao que o organismo foi submetido. Diversos são os motivos que podem ocasionar estas interrupções: desgaste físico e psicológico, lesões, falta de tempo, fase de preparação, entre outros. Este processo, seja de maneira planejada ou não, pode, dependendo da magnitude, levar a perda de grande parte do trabalho realizado e comprometer uma futura recuperação dos ganhos obtidos. Este processo é chamado de destreino.
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sábado, 24 de abril de 2010

Meios para maximizar a recuperação pós-treino

É comum observarmos indivíduos treinando corretamente, alimentando-se o melhor possível e dormindo 08 hs. por noite e mesmo assim sentindo-se cansados ou sem pique para suportar o treinamento do dia seguinte, ou mesmo o desempenho das atividades do cotidiano. O sucesso está no planejamento adequado de todos os fatores que norteiam o treino: nutrição equilibrada e nutritiva, seqüência de exercícios físicos adequados e recuperação apropriada para o corpo e a mente. Somente dormir, possivelmente não seja o melhor para a recuperação, nem o melhor meio de equilibrar o organismo após um treino. A recuperação excelente é um intercâmbio entre os âmbitos nutricional, físico-químico e mental do ser humano. Se nos recuperarmos de forma inteligente, melhor será o nosso rendimento no próximo treino e melhor será a nossa saúde geral.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Exercícios mais eficientes para aumento da força e volume muscular

A eficiência de um programa relaciona-se com os exercícios executados. Exercícios que produzem a maior atividade elétrica durante a contração muscular irão produzir a maior eficiência muscular. Os exercícios citados na tabela abaixo são claramente reconhecidos pelo seu potencial em aumentar a força e o volume muscular. Esta tabela informa a máxima ativação de unidades motoras por Eletromiografia para diversos grupos musculares.


 
 
Fonte: 
Treinamento de Força Consciente / Tudor O. Bompa, Lorenzo J. Cornacchia
São Paulo / Phorte editora / 2000


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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Analisando o método Pré-exaustão

 A pré-exaustão é um dos métodos mais antigos do treinamento de força. Sua execução consiste em realizar dois exercícios consecutivos, sendo o primeiro de isolamento (uniarticular) e o outro composto (multi-articular), ambos envolvendo um grupamento muscular em comum, como, por exemplo, realizar uma série de crucifico e logo depois uma de supino. Acredita-se que o exercício de isolamento executado antes enfatizaria o motor primário durante o exercício composto, pois a musculatura já se contraria pré-fadigada. No caso do exemplo acima o peitoral.
Bacurau et al (2001) explicam que o trabalho isolado no primeiro exercício diminui a interferência dos demais músculos atuantes no movimento seguinte (multi-articular). Entretanto, há autores que defendem uma explicação oposta. Para Fleck & Kraemer (2004) e Gentil (2005) a execução de exercícios que envolvem pequenos grupamentos musculares antes dos grandes grupamentos, reduziria a ativação dos músculos exercitados no primeiro exercício devido à fadiga, conseqüentemente, favorecendo o trabalho dos demais.
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sábado, 3 de abril de 2010

Efeito do treinamento contra-resistência isotônico com duas velocidades de movimento sobre os ganhos de força

INTRODUÇÃO

Já foi demonstrado que o treinamento contra-resistência é uma ferramenta importante na prevenção e manutenção da qualidade de vida relativa à saúde e as recomendações sugerem que este deveria fazer parte de um programa de exercícios para adultos jovens e idosos(1). As diretrizes incluem número de exercícios, séries, repetições e freqüência semanal. A velocidade de movimento só havia sido mencionada vagamente até o último posicionamento do American College of Sports Medicine sobre treinamento contra-resistência(1), que sugere a especificidade da velocidade. Existe evidência de que a velocidade de movimento influencia o desempenho de forma aguda, já que a carga para 8-10 RM a 1,75 rad·s1 foi significativamente maior que aquela para 8-10 RM a 0,44 rad·s1(2).
Conforme indicado em artigo de revisão recente(3), os estudos que investigaram o treinamento com velocidades diferentes não levaram a uma conclusão comum. Alguns indicaram que o treinamento com velocidades lentas (0,35 a 1,68 rad·s1) levaria a ganhos em toda a amplitude de velocidades testadas (diferentes em cada estudo e variando de contrações isométricas até 5,24 rad·s1), enquanto outros indicaram que os ganhos ocorrem somente próximo à velocidade de treinamento. O mesmo ocorreu com o treinamento em velocidades rápidas (1,75 a 5,24 rad·s-1). A maioria desses estudos utilizou equipamento isocinético(4-6) ou hidráulico(7-9), enquanto poucos usaram equipamentos isotônicos(10-13), mais comumente disponíveis para a população. Deve-se observar que resultados obtidos com o treinamento isocinético podem não ser transferidos para o isotônico e vice-versa, devido a possíveis diferenças no padrão de recrutamento de fibras musculares. Uma revisão completa pode ser encontrada no artigo de Pereira e Gomes(3).
Resultados dos estudos isotônicos mostraram uma tendência para não haver diferença nos ganhos entre as velocidades de treinamento quando os testes são realizados em equipamento isotônico, mas a especificidade pode ser observada quando testada de outra forma. Behm(10) treinou o desenvolvimento a 3,14 rad·s1 e encontrou ganhos significativos em 1 RM e ganhos na velocidade de treino e abaixo desta quando testado de forma isocinética. Young e Bilby(13) encontraram ganhos significativos em 1 RM para ambas as velocidades de treinamento, lenta e rápida, do agachamento (as velocidades foram especificadas e controladas de forma verbal, somente) e ganhos significativos na força isométrica para ambos os grupos, com maiores ganhos em força para o grupo lento e na taxa de desenvolvimento de força para o grupo rápido. Weir et al.(12) encontraram ganhos em todas as velocidades testadas após treinar o agachamento e a extensão de joelho a aproximadamente 1,41-1,50 rad·s1. O estudo de Morrissey et al.(11) treinou o agachamento em dois grupos, um a 0,87 rad·s1 e outro a 1,75 rad·s1. Ganhos significativos foram observados no teste de 1 RM (realizado nas duas velocidades diferentes) em ambos os grupos experimentais. No entanto, ganhos no trabalho isocinético não foram significativos para o grupo lento (apesar de maiores para as velocidades mais lentas) e foram significativos, em toda a amplitude de velocidades testadas, no grupo rápido (apesar de os ganhos terem sido maiores nas velocidades mais rápidas).
Devido aos resultados contraditórios dos efeitos do treinamento com uma velocidade específica e à necessidade de melhor prescrever o treinamento, o objetivo do presente estudo foi investigar os efeitos de duas velocidades de movimento – 0,44 e 1,75 rad·s1 – nos ganhos de força em exercícios de membros inferiores (agachamento) e de membros superiores e tronco (supino reto). Os exercícios foram escolhidos por serem comuns no treinamento contra-resistência; por permitirem a comparação de possíveis diferenças adaptativas entre membros superiores e inferiores, ambos os exercícios multiarticulares; e por permitirem a comparação dos resultados com a literatura disponível que, na maioria, utilizou o exercício de agachamento. A hipótese testada foi de que não haveria diferenças significativas nos ganhos de força como resultados do treinamento com as velocidades lenta e rápida.
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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Saiba como desenvolver as panturrilhas


A panturrilha é denominada formalmente tríceps sural, recebendo esse nome por ser composta de três músculos: sóleo, gastrocnêmio medial e gastrocnêmio lateral. O sóleo é o músculo mais interno, e atua como motor primário da flexão plantar com a perna flexionada (como no aparelho conhecido por burrico). Os gastrocnêmios são mais superficiais e também fazem a flexão plantar só que sua atuação é mais evidente quando o movimento é realizado com a perna estendida, podendo participar também da flexão do joelho. O desenvolvimento deste grupo muscular talvez seja o maior desafio dos praticantes de musculação, tanto que muitos desistem da tarefa e usam a carga genética para explicar o seu insucesso e justificar sua atitude.
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