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quinta-feira, 18 de abril de 2013

O piso certo para cada ambiente da academia




Foto: Nas salas de ginástica da Runway Lago Norte (DF), o piso de madeira maciça reduz o impacto nos joelhos dos praticantes de aulas que exigem mais das articulações.

Durante a elaboração de projetos para academias e espaços esportivos, levo em consideração alguns pilares como: segurança, conforto e performance. E, é a partir destes princípios que desenvolvemos os projetos, definimos os espaços destinados a cada ambiente e a escolha dos materiais. Neste artigo vou abordar a importância do piso correto para cada lugar da academia, sua adequação ao público-alvo e darei algumas dicas.

A decisão do tipo de piso é precedida pela identificação da atividade que irá ocorrer em cada ambiente da academia. Por exemplo, em uma escola de dança como no projeto da Pulsarte,em São Paulo, não se adequa um revestimento que impeça o livre movimento; por isso, neste projeto em específico, aplicamos um piso flutuante que confere amortecimento de impacto e garante a fluidez dos passos de dança.



Foto: Pisos flutuantes conferem amortecimento de impacto e permitem fluidez dos movimentos na Pulsarte (SP).

De forma geral, costumo indicar para a área de musculação a utilização de um piso resistente, antiderrapante e que, principalmente, não deixe marcas no chão, uma vez que mudanças no layout deste espaço são frequentes. Para os ambientes que serão usados para treinamento funcional e peso livre, o amortecimento do impacto é característica principal a ser procurada no revestimento, para justamente reduzir o choque causado pela queda de anilhas ou outros acessórios. Por isso, sempre sugiro os de borracha e quanto maior sua espessura, mais o contrapiso será preservado.

Para as salas de ginástica, onde são aplicadas aulas como abdominal e alongamento, o ideal é escolher um revestimento que seja antiderrapante e com certo amortecimento de impacto. Já nas salas de luta, atividade muito em voga, é necessário optar pelo tatame próprio para a atividade ou um piso similar ao das salas de ginástica para o caso de boxe e capoeira.

Já para vestiários e áreas molhadas coletivas, como piscinas, a escolha deve ser orientada pela segurança proporcionada pelo material, assim ele precisa ser antiderrapante e absorver facilmente a água. Outro ponto bastante desejável é a facilidade de limpeza e a estética. Porém, estas quatro variáveis são difíceis de ser encontradas em um único revestimento. As opções no mercado, geralmente, usam o atrito superficial para não escorregar, fazendo com que as peças mais claras sejam de difícil limpeza. Na parte interna da piscina, aconselho que o azulejo também seja antiderrapante – neste caso, felizmente, há várias marcas que podem ser usadas.

Nas outras áreas comuns, podemos utilizar qualquer piso que seja durável e de fácil manutenção. A durabilidade é bastante importante, pois, depois de inaugurada, a academia dificilmente fechará por um longo período para reforma. Um recurso que adoto nos projetos do escritório é optar por revestimentos mais neutros e pastéis para poder trabalhar cores e texturas nas paredes e detalhes.

Foto: Para as áreas como piscinas e vestiários, o piso deve ser escolhido pelo critério de segurança. Na foto, a piscina da academia Lucena (Atibaia).

Como mencionei, o tipo de exercício físico a ser feito no espaço é importante para delinear a seleção do piso, mas não é o único fator a ser considerado. Um dos primeiros passos na concepção de um projeto trata-se da definição do público-alvo que também influencia na escolha do piso. Cito muito o exemplo da Boobambu, academia para crianças em Brasília, em que priorizamos ao máximo pisos antiderrapantes e que não machucassem os joelhos dos pequenos em caso de quedas.

Para finalizar, quero reforçar a importância da segurança. Por mais que seja tentador optar por um piso pela sua beleza, o nosso compromisso é com o aluno e o seu bem-estar durante a atividade física. A escolha de um revestimento inadequado pode dificultar a sua performance e até provocar um incidente. Por isso, nesta questão, pesquise, compare e tenha sempre em mente os princípios segurança, conforto e performance ao decidir o piso da sua academia.



Patricia Totaro é Arquiteta, atua há mais de 15 anos no mercado esportivo desenvolvendo projetos de arquitetura para academias de ginástica, centros esportivos, spas, etc  www.patriciatotaro.com.br 

Fonte: www.gestaofitness.com.br


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terça-feira, 16 de abril de 2013

O que é uma Startup?


Nem toda nova empresa é uma startup. Saiba quais são as características que definem este tipo peculiar de empreendimento

Especialista esclarece o que os investidores chamam de startup
Afinal, o que é uma startup?

São Paulo - Tudo começou durante a época que chamamos de bolha da Internet, entre 1996 e 2001. Apesar de usado nos EUA há várias décadas, só na bolha ponto-com o termo "startup" começou a ser usado por aqui. Significava um grupo de pessoas trabalhando com uma ideia diferente que, aparentemente, poderia fazer dinheiro. Além disso, "startup" sempre foi sinônimo de iniciar uma empresa e colocá-la em funcionamento.

O que os investidores chamam de startup?

Muitas pessoas dizem que qualquer pequena empresa em seu período inicial pode ser considerada uma startup. Outros defendem que uma startup é uma empresa com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores. Mas há uma definição mais atual, que parece satisfazer a diversos especialistas e investidores: uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.

Apesar de curta, essa definição envolve vários conceitos:

- Um cenário de incerteza significa que não há como afirmar se aquela ideia e projeto de empresa irão realmente dar certo - ou ao menos se provarem sustentáveis.

- O modelo de negócios é como a startup gera valor - ou seja, como transforma seu trabalho em dinheiro. Por exemplo, um dos modelos de negócios do Google é cobrar por cada click nos anúncios mostrados nos resultados de busca - e esse modelo também é usado pelo Buscapé.com. Um outro exemplo seria o modelo de negócio de franquias: você paga royalties por uma marca, mas tem acesso a uma receita de sucesso com suporte do franqueador - e por isso aumenta suas chances de gerar lucro.

- Ser repetível significa ser capaz de entregar o mesmo produto novamente em escala potencialmente ilimitada, sem muitas customizações ou adaptações para cada cliente. Isso pode ser feito tanto ao vender a mesma unidade do produto várias vezes, ou tendo-os sempre disponíveis independente da demanda. Uma analogia simples para isso seria o modelo de venda de filmes: não é possível vender a mesmo unidade de DVD várias vezes, pois é preciso fabricar um diferente a cada cópia vendida. Por outro lado, é possível ser repetível com o modelo pay-per-view - o mesmo filme é distribuído a qualquer um que queira pagar por ele sem que isso impacte na disponibilidade do produto ou no aumento significativo do custo por cópia vendida.

- Ser escalável é a chave de uma startup: significa crescer cada vez mais, sem que isso influencie no modelo de negócios. Crescer em receita, mas com custos crescendo bem mais lentamente. Isso fará com que a margem seja cada vez maior, acumulando lucros e gerando cada vez mais riqueza.
Os passos seguintes

É justamente por esse ambiente de incerteza (até que o modelo seja encontrado) que tanto se fala em investimento para startups - sem capital de risco, é muito difícil persistir na busca pelo modelo de negócios enquanto não existe receita. Após a comprovação de que ele existe e a receita começar a crescer, provavelmente será necessária uma nova leva de investimento para essa startup se tornar uma empresa sustentável. Quando se torna escalável, a startup deixa de existir e dá lugar a uma empresa altamente lucrativa. Caso contrário, ela precisa se reinventar - ou enfrenta a ameaça de morrer prematuramente.

Startups são somente empresas de internet? Não necessariamente. Elas só são mais frequentes na Internet porque é bem mais barato criar uma empresa de software do que uma de agronegócio ou biotecnologia, por exemplo, e a web torna a expansão do negócio bem mais fácil, rápida e barata - além da venda ser repetível. Mesmo assim, um grupo de pesquisadores com uma patente inovadora pode também ser uma startup - desde que ela comprove um negócio repetível e escalável.

Por Yuri Gitahy
Investidor-anjo, conselheiro de empresas de tecnologia e fundador da Aceleradora, que apoia startups com gestão e capital semente.

Fonte: Exame.com




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sábado, 13 de abril de 2013

Dicas para conquistar a parceria dos funcionários




É simples, e muito importante, fazer com que os funcionários se sintam parte da empresa
O empresário deve adotar atitudes para fazer o funcionário se sentir parte da empresa e responsável pelo bom desempenho da mesma. Empresas de sucesso são feitas por pessoas vitoriosas. Quando a vitória é partilhada por todos, a motivação para novas conquistas pode ser redobrada.

Para atingir esse objetivo, siga algumas dicas:

– Mantenha e segure o seu pessoal treinado e habituado na empresa. O custo de reposição de pessoas competentes é maior do que aumentar um pouco os dispêndios e conceder alguns benefícios.

– Em reuniões de confraternização com todo o pessoal, mostre reconhecimento de bons resultados obtidos. A premiação por objetivos atingidos é instrumento fundamental para a continuidade da motivação e entusiasmo de seu pessoal. Prêmios-surpresa ou sorteios dão bons resultados.

– Não cometa o erro de impor metas inatingíveis.

– Nas comissões ao pessoal de vendas, implante um sistema de remuneração em que parte dos ganhos seja oriunda da venda total da empresa ou das lojas (por exemplo, cada vendedor ganha sobre as vendas de outro, ainda que em proporção menor), criando um ambiente de cooperação sadio, evitando a sonegação de mercadorias entre as lojas.

– Mantenha comunicações abertas e integração sadia entre as lojas e filiais. Caso existam problemas, experimente fazer com que as notas de transferência sejam consideradas como vendas de uma loja para outra, atribuindo premiação para quem mais contribuir, ou faça com que os gerentes abram uma conta-corrente financeira, registrando a transferência e recebimento de mercadorias.

– Evite paternalismo. Não permita pactos entre vendedores e, às vezes, com o próprio gerente para "ajudar" um vendedor a atingir sua meta e depois dividir as comissões. Se isso ocorrer, a empresa estará pagando comissões e prêmios que não deveria, como no caso de o gerente efetuar toda a operação de venda e atribuí-la a um vendedor.

– Tenha a equipe na medida certa. Fique atento aos ganhos médios de seus vendedores e não aumente a equipe se não houver certeza de aumento de vendas reais. A equipe divide as vendas da loja pelo número de vendedores em atuação. Se você ultrapassar o número ideal para eles, haverá sabotagem e "pressão psicológica" sobre os recém-admitidos. Exemplo: um quinto vendedor absorverá aproximadamente 20% dos ganhos de cada um dos quatro vendedores já existentes.

– Torne transparente sua política salarial. Leis e Decretos devem ser entendidos, pois a falta de informação geralmente é formadora de boatos comumente negativos.

– Antecipe todo mês um pouco de aumento ao pessoal fixo ao invés de seguir as leis dos dissídios não mensais para reposição de perdas salariais. O aumento de vendas nominais é um bom indicador para você reajustar salários e também para que todo o pessoal associe seus ganhos com o desempenho de vendas.

– Tenha uma organização simples, sem muitos níveis de mando. Use manuais de procedimentos o mínimo possível, optando por atitudes práticas. Muita informação só computador guarda. Vacine-se contra a burocracia.

– Comunique sistematicamente a toda a empresa as admissões e demissões ocorridas com as suas causas. Evite boatos inconvenientes.

– Decida e divulgue seu calendário e horários no início do ano quanto a escala de férias (individuais e coletivas), datas de inventários, dias e horários de compensações, escalas, folgas/prêmios, festas de confraternização, horários de Natal, Ano Novo, Páscoa e dias festivos e pagamento de 13º salário.

Fonte: Sebrae PR
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As lições dos policiais de elite para os profissionais


Pesquisadores estudam o trabalho dos grupos de policiais de elite e mostram o que eles podem ensinar sobre comportamento profissional

São Paulo - Longe dos amenos corredores corporativos e das decorações impessoais, há muita gente que arrisca a própria vida para cumprir suas tarefas diárias. Policiais fazem isso por um salário de 3 000 reais (em média), bem menos do que o de um analista, cargo básico de grandes companhias.

Interessados em entender o que faz uma pessoa escolher essa profissão, os professores Carmen Migueles, da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ), e Marco Tulio Zanini, da FGV-RJ e da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais, juntaram-se a Márcio Colmerauer, chefe de gabinete da Secretaria de Planejamento e Gestão do Rio de Janeiro, e saíram a campo para estudar o comportamento dos policiais de elite do ponto de vista do trabalho.

O resultado está no livro A Ponta de Lança, previsto para ser lançado no segundo semestre deste ano. Em quase três anos, o trio entrevistou oficiais e soldados do Batalhão de Operações Policiais Especiais (o Bope), do Comando de Operações Táticas (COT), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de seis equipes da Swat (sigla em inglês da divisão especial da renomada polícia americana), que estiveram na mira dos pesquisadores.

“Essas equipes dão exemplos de como a boa gestão pode suplantar dificuldades e estabelecer padrões de grande desempenho”, diz Marco Tulio. A seguir, os ensinamentos que as tropas de elite podem, de verdade, passar aos profissionais. 

1- Ação norteada pelo ideal

Uma característica central das equipes de operações especiais é a ação norteada por um ideal. “Há um forte sentimento de orgulho, de pertencimento e lealdade”, diz Marco Tulio. No mundo corporativo, a missão é uma frase grudada na recepção da empresa, mas ninguém cuida de segui-la à risca.

“Não se discute como cada tarefa, cada treinamento e a disciplina pessoal são importantes para respeitar a missão da companhia”, diz Carmen Migueles. A solução para o profissional é refinar suas próprias crenças, estabelecendo para si mesmo um padrão ético em que acredite e cumpra firmemente. “Nesse caso, a pessoa tem de escolher um emprego numa empresa que compartilhe dos mesmos valores”, afirma Marco Tulio. 

2- Confiança e lealdade 

Um dos dilemas na vida corporativa é a construção de vínculos de confiança nas relações de trabalho. “Os profissionais têm medo de confiar uns nos outros, pois pensam que se revelarem uma boa ideia podem ser passados para trás”, diz Carmen. Nas tropas de elite, confiança é uma valor praticado a cada missão. Boa parte da coragem de um policial depende da crença de que seus colegas de equipe protegerão sua vida num confronto.

Se esse vínculo se quebra, o sucesso de uma ação fica comprometido. Uma razão para que esse vínculo pessoal forte não ocorra nas empresas é a distância muito grande entre discurso e prática — um defeito comum em diversas companhias. “No dia a dia, trabalha-se em busca de ganhos imediatos, mas o que fortalece a lealdade é uma cultura sólida”, afirma Marco Tulio. 

3- Liderança 

A hierarquia é uma característica marcante das polícias. Existem muitos níveis de comando e muita formalidade entre eles. Isso não significa, no entanto, rigidez total. Segundo os pesquisadores, existe harmonia entre a liderança formal e a informal, até mais do que em empresas. Em muitas operações, a liderança é assumida por um profissional de patente inferior que conhece melhor o contexto, com o consentimento do líder formal.

É um exemplo, de acordo com Carmen, do que fazer quando se fala que todo profissional deve ser um líder. A questão é ter capacidade de tomar decisões sem que alguém tenha de dizer que parâmetro usar. “Se o profissional tiver de esperar sempre alguém para dizer o que ele deve fazer, os erros serão inevitáveis”, diz Carmen. 

4- Espírito de corpo

Esprit de corps é a expressão francesa que, traduzida literalmente para o português, significaria espírito de corpo. No Brasil, usa-se mais o termo corporativismo, embora seja carregado de uma conotação negativa — por aqui, ser corporativista é confundido com ser interesseiro ou bajulador.

A expressão original, porém, permite uma interpretação positiva: o sentimento de “um por todos e todos por um”. Mais que trabalho em equipe, ela demonstra que o grupo está unido por uma missão maior e que, diante de uma ameaça, os integrantes se mobilizam para defender o grupo. “Nas forças policiais não há espaço para o egoísmo”, diz Marco Tulio. “Cada um deve ter a consciência de que seus atos têm forte influência sobre a equipe, como deveria ser entre profissionais de qualquer área.” 

5- Treinamento e seleção

Há uma diferença entre o ritmo das equipes de elite e o das polícias convencionais. O treinamento para entrar no Bope chega a ser cruel, como foi retratado no filme Tropa de Elite. “Metade dos alunos desiste na primeira fase”, afirma Alberto Pinheiro Neto, coronel da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, explicando que o treinamento é uma quebra brutal da rotina, na qual se dorme pouco e se alimenta mal.

“Na seleção reconhecemos quem realmente tem capacidade física e psicológica e desejo de estar na equipe”, diz o coronel. Nessas equipes, o sentimento de pertencimento começa nesse árduo processo de recrutamento. O mundo corporativo não pode usar as mesmas regras, obviamente, mas o exemplo do Bope sugere que talvez nem empresas nem profissionais estejam sendo suficientemente criteriosos na escolha do funcionário e do emprego. “A decisão é, quase sempre, tomada com base em resultados de curto prazo”, diz Carmen. 

6- Controle emocional 

Manter-se lúcido para tomar decisões, mesmo diante de conflitos e em momentos de extrema agonia, principalmente em situações de combate, quando é possível ter companheiros atingidos gravemente. É assim que as forças policiais atuam. “Controle emocional é não permitir que o pânico e o medo levem o policial a agir de forma precipitada”, afirma Marco Tulio. Nas equipes da Swat, nos Estados Unidos, que atuam no resgate de reféns e no combate ao crime organizado, o controle emocional é essencial.

“A Swat opera em situações críticas nas quais a vida dos cidadãos está em risco. Uma ação afoita pode colocar os inocentes em risco”, diz Marco Tulio. Nas empresas, o profissional deve manter o controle para tomar decisões. “Usar a razão no lugar da ação sem reflexão é essencial”, diz Marco Tulio. 

Por Caroline Marinho
Revista Você S/A
01/03/13


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terça-feira, 2 de abril de 2013

Vida Saudável – do escritório ao dormitório

A saúde é algo que está cada vez mais em pauta, sem ela não nos movemos, não criamos e em desarmonia, até nossa auto-estima vai pro espaço.

Para muitos o estresse e a falta de tempo são as maiores armadilhas para o desequilíbrio do corpo e mente, e aí “oxigenar” pode ajudar, a muito – falamos disso numa matéria anterior. Fora todo o estresse que acumulamos em nossas vidas frenéticas e com “zero” tempo para nós, outro fator que não ajuda é que muitos passamos a maior parte do tempo trabalhando sentados, o que definitivamente não é a melhor coisa do mundo, isso a gente já sabe …

De profissionais de grandes corporações à profissionais liberais, apaixonados ou não por aquilo que fazemos, muitas das profissões escolhidas não oferecem grande agito. E sem que a gente perceba essa falta de movimento vai gerando uma estagnação, a energia fica estancada e com o tempo isso pode gerar aumento de peso e até sedentarismo. Mas como é que conseguimos driblar a nossa rotina pra não acumular aquele peso extra que tanto nos tira a auto-estima e a motivação? Afinal ninguém merece passar o pouco tempo que tem duelando com a balança ou lutando com o espelho. Já temos preocupações suficientes, certo?

Dentro do assunto li numa revista estrangeira uma matéria dando algumas dicas bacanas sobre como podemos ajudar nosso corpo a funcionar, mesmo dentro da nossa rotina. Separei as dicas que achei mais interessantes, espero que possam ajudar aqueles que estão buscando um equilíbrio maior com seu corpo e por consequência sua mente. Aí vão:

-MANTER UMA BOA HIDRATAÇÃO – Água matém o metabolismo funcionando e segura a onda do apetite. Desidratação ao contrário, ajuda a parar de queimar gordura. “Legal beber pelo menos uma garrafa grande de água por dia e beber um copo de água antes das refeições também ajuda a inibir aquela fome de leão” – explica a nutricionista Lynn Clay. Dica: cortar as bebidas alcóolicas pois elas inibem o efeito dos queimadores de gordura.

-HORA DO CAFEZINHO – Vale a pena tentar trocar o cafezinho por chá verde que é excelente na queima de gordura, cada 4 xícaras por dia ajudam a queimar 100 calorias. Alguns temperos também são ativadores do metabolismo, pra aqueles acontumados em colocar pitadas de cacau no café, a simples troca por canela já ajuda a ativá-lo.

-DORMIR O SUFICIENTE – Estudos mostram que isso é vital caso a gente queira realmente lutar contra a balança. Enquanto dormimos liberamos hormônios que queiman gordura e suprimem nosso apetite. “Se não dormirmos o suficiente geramos o efeito oposto, uma vez que o corpo começa a liberar hormônios que acumulam gordura, como por exemplo o cortisol” – fala a personal Jilian Michaels. Dica: Caso precise aumentar seu sono, bacana tomar magnésio e zinco 90 minutos antes de dormir (consultar seu médico)

-DÁ-LHE VITAMINA C – Novas pesquisas mostram que aqueles que tomam 500mg de vitamina C diariamente queimam 39% mais gordura quando fazem exercício. Essa dose diária pode ser ingerida através de complexos vitamínicos ou de sucos de polpa concentrada de frutas que tenham essa vitamina. Essa tá fácil, pois além de fazer bem os sucos são uma forma gostosa de aliviar a vontade por algo doce sem aquela culpa de sempre …

-SAIR PRA CAMINHAR – Andar pode queimar mais calorias do que jogging. O segredo é caminhar em passos rápidos. “Naquela velocidade em que você fica sem ar mas pode manter uma conversa” – diz Joanna Hall, autora do livro “The GI Walking Diet”. Alternar pequenas corridas ao longo da caminhada também pode fazer um bom efeito. Uma opção que vale para todos é trocar os elevadores por escadas. (Isso eu fazia muito durante um tempo e posso dizer que realmente funciona!)

-TROCAR A ROTINA DOS EXERCÍCIOS – para aqueles que já tem uma prática esportiva bacana fazer um revezamento de atividades. O corpo se acostuma muito rápido a qualquer trabalho esportivo sendo assim nossos músculos diminuem a queima de gordura, uma vez que já se acostumaram aquele exercício. Mudar o tipo de atividade ajuda pois além de nos sentirmos mais motivados com novos desafios, o nosso corpo também tem que aprender novos comandos ajudando na queima de mais calorias. A escolha da atividade também é fundamental pois ir contrariado para a academia gera outro tipo de frustração que acaba não sendo nada saudável.

Saúde gera energia, que gera ativação, que gera entusiasmo. No final das contas saúde e entusiamo andam juntos. Espero que tenham gostado das dicas …

 Por Luah Galvão

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/blog/o-que-te-motiva/2013/01/15/saudavel/

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segunda-feira, 11 de março de 2013

Os 13 atributos do líder eficiente



Para ser um líder eficiente e bem sucedido é necessário desenvolver determinadas competências e ter determinados atributos, de forma a conseguir êxito na sua carreira e o consequente sucesso em sua organização.

O líder eficiente planeja

Um líder eficiente deve definir seus objetivos de forma precisa e clara. Ele sabe exatamente quais suas metas e onde está querendo chegar. Assim, ele deverá elaborar um plano de trabalho que vá de encontro ao que pretende e de acordo com os interesses da organização. Uma preocupação a ser considerada será a de analisar concretamente todos os prós e todos os contras relativamente a cada etapa do processo de trabalho, analisando detalhadamente quais os passos a seguir. O líder eficiente, após a tarefa de planejamento, deve verificar seu plano em conjunto com sua equipe.

Segurança nas decisões

O líder eficiente deve ser seguro nas decisões, deve pensar antes de decidir, de forma a considerar todas as hipóteses, optando pela que melhor se adequa aos interesses da organização e às competências de sua equipe. O líder eficiente deve considerar que como todo ser humano, também pode errar. Assim, deve pensar em alternativas caso isso se concretize. No entanto, mesmo nos casos de falhas, sua equipe continuará confiando no mesmo. Na realidade, quem toma decisões acertadas pode não ser um líder, mas quem decide e demonstra suas crenças e convicções no que decide, mantendo-se coerente relativamente a suas decisões, admitindo o erro quando ele existe e reconhecendo-o, buscando soluções para o retificar, é concerteza um líder eficiente, que tem a admiração de toda a equipe, que o apoia.

Auto motivação

O líder eficiente é alguém que tem a capacidade de se auto-motivar e de motivar sua equipe. Todos admiram essa característica me seu líder. Um líder motivado terá mais facilidade em motivar sua equipe, pois esta característica é contagiante e um líder que não estiver motivado não tem a menor possibilidade de motivar quem o segue.

Um líder eficiente sabe dar o exemplo

O líder eficiente deve vestir a camisa de tal forma que demonstre fazer tanto mais do que o esperado quanto pelo que é pago. Ele só consegue ter êxito se andar na frente, se tiver uma atitude otimista e preserverante. O líder eficiente terá de ser uma pessoa esforçada, tendo como preocupação verificar se o trabalho está sendo bem feito e dando o exemplo a sua equipe. Uma das atitudes mais admiradas no líder eficiente é o comprometimento com as causas da empresa, terminado e completando todas as tarefas que inicia e que esteja sempre disponível para fazer ainda mais. O líder eficiente deve acreditar em seu trabalho, transmitindo à sua equipe que acredita na organização e que é importante ultrapassar obstáculos que surjam com determinação e otimismo.

Grande poder de comunicação

O líder eficiente deve ter o cuidado de comunicar seus objetivos de uma forma simples e clara, para que todos o entendam. Deve estar disponível para esclarecimentos ou para responder a questões colocadas pelas suas equipes. Um líder eficiente deve ajustar o seu tipo de linguagem ao seu público, tanto em conversa com pessoas com cargos elevados da empresa, como falando com sua equipe, ou mesmo falando em público para uma plateia mais numerosa.

Positivo e otimista

O líder eficiente deve demonstrar otimismo e confiança, mantendo sua equipe motivada e entusiasmada. A personalidade do líder é respeitada e pode contagiar a totalidade dos membros da equipe. Assim, a personalidade do líder pode influenciar todo o grupo, o que significa que se sua atitude for positiva, a equipe tem enormes probabilidades de se manter otimista e confiante. No entanto, se for negativa, todo o grupo irá agir de uma forma mais desmotivante, demonstrando pessimismo.

Domínio dos detalhes

O líder eficiente compreende e desempenha cada tarefa de uma forma pensada, refletida e tem todas as habilidades e conhecimentos para realizar o seu trabalho da melhor forma, dominando todos os aspetos e dando atenção a cada pormenor, considerando a importância de cada um.

Altruísta

Um líder eficiente deve ter a capacidade de se colocar no lugar do outro, de ver o outro lado da questão. É importante que ele se consiga colocar no lugar de seu pessoal, mas não precisa concordar com seus pontos de vista, mas sim entendê-los, ver como as pessoas se sentem analisar seus pontos de vista.
Mandela – Um líder eficiente sem sombra de dúvidas

Promover feedback

O líder eficiente tem de informar sempre seus subordinados relativamente ao desempenho deles. Deve dar sempre um feedback, mesmo quando o trabalho for bem feito. Caso existam erros, esse feedback deverá ser o mais possível positivo, de modo a que quem errou consiga ver onde cometeu a falha, para que de futuro não tenha dificuldades e saber que quando há dúvidas o melhor é perguntar antes de agir.

Delegação

O líder eficiente está constantemente buscando formas de ensinar suas habilidades a outras pessoas. Assim, é possível que outros elementos da equipe evoluírem profissionalmente e sejam capazes de substituir o líder em algumas tarefas. Desta forma, o líder eficiente estará conseguindo incutir capacidades de liderança em outras pessoas, ou seja, estará formando outros líderes. O líder eficiente também delega tarefas que inicialmente eram suas em outras pessoas, passando a ter mais tempo para trabalhos mais importantes ou complexos e conseguindo motivá-los.

Justiça e compreensão

O líder eficiente deverá respeitar sua equipe, procurando tratar todos de uma forma igual, com justiça e compreensão. Ele deverá ter uma atitude correta, de forma a garantir que todos sejam tratados com igualdade e de forma justa, criando assim um sentimento de segurança e respeito.

Responsabilidade

O líder eficiente deverá assumir a responsabilidade pelos erros da equipe, de forma a manter o sentimento de segurança de todos os seus seguidores.

Soluções alternativas

O líder eficiente deve ser uma pessoa corajosa e auto-confiante, pois só assim terá uma personalidade capaz de enfrentar novos desafios e buscar soluções alternativas e inovadoras. Com todas as dificuldades presentes na economia mundial, é sempre necessária uma adaptação à mudança, inovando e procurando alternativas.
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domingo, 11 de novembro de 2012

Frutose, aquecimento excessivo de alimentos: Como isso pode engordar você?

Introdução

Vivemos em um mundo onde perder gordura corporal é fundamental, pois, além de se distanciar do que é considerado belo, já faz é de conhecimento comum que o excesso de gordura corporal traz inúmeros prejuízos à saúde. Além disso, cada vez mais os índices de sobrepeso e obesidade se mostram alarmantes e verifica-se pouca eficácia no combate ao ganho de gordura corporal.

Frutose, AGE’S, inflamação, ganho de gordura e perturbações metabólicas

Altas concentrações de carboidrato no sangue (hiperglicemia) estimulam a produção de insulina (NELSON e COX, 2003), hormônio capaz de aumentar a produção de gordura no fígado e facilitar o transporte até os adipócitos (células gordurosas). Além disso, também provocam reações de glicação, que é a redução de um aminoácido por um açúcar, formando compostos chamados de agentes avançados de glicação (AGE’s). Esses compostos também são responsáveis por aumentar a inflamação no organismo, estando relacionados com danos cardiovasculares, neuropatias, adiposidade, diferenciação adipocitária, redução da sensibilidade à insulina, diabetes mellitus, danos periodontais, entre outros fatos deletérios ao organismo (MONDEN et al., 2012; PRASAD, BEKKER e TSIMIKAS, 2012, ZIZZI et al., 2012). Além disso, a glicação é responsável também por provocar alterações conformacionais na enzima catalase (BAKALA et al., 2012), fundamental no controle de espécies radicalares de oxigênio (ERO's ou radicais livres), podendo causar disfunção mitocondrial, o que compromete a boa harmonia na produção de energia (ATP), β-oxidação (queima de gordura) e aumenta a diferenciação de adipócitos jovens em adipócitos maduros, mais capazes de armazenar lipídios (TORMOS et al., 2011).

Sendo assim, é importante fugir dos açúcares e carboidratos refinados quando se busca o emagrecimento, pois esses compostos são capazes de aumentar muito a glicemia. Porém, apesar de não alterar muito a glicemia nem a insulina, a frutose não é uma boa opção para adoçar alimentos, pois possui capacidade extremamente superior à da glicose em formar AGE’s, provocando danos teciduais também superiores. A frutose é 70% mais doce que a sacarose e 30% mais barata. Por isso, é amplamente utilizada na indústria, pois além de reduzir custos, não forma grânulos, conferindo uma textura homogênea ao alimento. 

A frutose é metabolizada em quase sua totalidade no fígado, provocando sobrecarga, alteração na produção de hidrogênios, aumento do metabolismo das xantinas (YILMAZ, 2012), que é um fator crucial para ativação de vias inflamatórias com a formação de ácido úrico, substância com alto poder de danos em tecidos humanos, hipertensor e bastante relacionada com lesões e inflamações endoteliais, condrais e nefropatias, aumentando não só a inflamação, mas também o risco de doenças ateroscleróticas (MALIK et al., 2010). Além disso, outro grande produto do metabolismo da frutose é uma enorme quantidade de triacilgliceróis produzidos por vias lipogênicas. Porém, a frutose advinda da sua fonte primária, as frutas, parece não oferecer risco à saúde, o que pode ser explicado pela pequena quantidade de frutose contida nelas e pela menor velocidade de sua absorção, provavelmente por estar envolta por fibras solúveis, além de conter compostos fenólicos, antioxidantes e antiinflamatórios. Seu consumo moderado é metabolicamente mais positivo que a supressão total da frutose (MADERO et al., 2011), sendo que esses danos são mais relacionados ao uso da frutose refinada (MALIK et al., 2010). Deste modo, não se deve reduzir o consumo de frutas, mas sim, o de alimentos industrializados adoçados com frutose. 

Os alimentos onde há mais adição de frutose são: refrigerantes, achocolatados, “danoninhos”, iogurtes saborizados, barras de proteína, barras de cereais, algumas marcas de maltodextrina com sabor (as que não têm frutose costumam ter aspartame), bolos industrializados, hipercalóricos, granolas. Ou seja, os alimentos que a indústria direciona a crianças e destinados a quem quer melhorar o corpo, oferecendo um grande risco aos consumidores e certamente comprometendo os resultados de emagrecimento e de ganho de massa muscular.

Vale lembrar, também, que a sacarose formadora do nosso açúcar é a combinação de glicose e frutose, assim, metade da sacarose consumida tem o mesmo poder patogênico da frutose, além dos efeitos indesejáveis pela glicose, que será absorvida de modo muito rápido, causando hiperglicemia e hiperinsulinemia.

Outro fator importante a ser considerado é que a resposta depende também da preparação. Alimentos industrializados ricos em frutose costumam ser submetidos a elevado aquecimento. Assim, na presença de proteínas, ocorre a reação de Maillard, facilmente reconhecida pelo escurecimento não-enzimático dos alimentos, como cascas de pães e bolos. Esse processo ocorre em qualquer alimento onde haja carboidratos, proteínas e aquecimento, formando AGE’s no alimento, que, quando consumido, induz a uma maior inflamação do organismo humano, principalmente se o binômio tempo-temperatura for elevado e se os carboidratos forem muito redutores (como a frutose, por exemplo), já apresentando correlações com doenças degenerativas graves, como Alzheimer (TAKASHI et al., 2006) e danos renais (URIBARRI e TUTTLE, 2006), principalmente em dietas hiper-protéicas, o que é bem comum na população brasileira, principalmente entre os frequentadores de academia. Um bom exemplo de alimentos supostamente saudáveis que são ricos em AGE’s (ou PRM’s – produtos da reação de Maillard) são as granolas e as barras de proteínas, nas quais aminoácidos sofrem redução por carboidratos presentes no açúcar, frutose ou mel utilizados em altas temperaturas. O mesmo acontece no leite UHT, queijos pasteurizados e cereais matinais ultraprocessados. Esse é um dos motivos pelo qual o consumo de alimentos crus, cozidos em água ou no vapor é mais saudável que o alimento grelhado ou assado (URIBARRI et al., 2010). 

Felizmente, há trabalhos atuais demonstrando que alguns desses PRM’s submetidos a menor temperatura podem ser benéficos à saúde, inclusive com propriedades prebióticas, favorecendo uma microbiota intestinal saudável (SONG et al, 2012), que é determinante na menor translocação bacteriana e na eliminação de toxinas, reduzindo, assim, a carga inflamatória da alimentação, desfavorecendo o ganho de gordura e perturbações metabólicas (BENGMARK, 2012).

Considerações finais

Aparentemente, quanto mais saídas inovadoras a indústria cria para alterar a textura e a aparência dos nossos alimentos, piores eles tendem a ficar. Isso nos leva a crer que não há outra saída para melhorar a saúde senão a boa e velha receita de aumentar o consumo de frutas, hortaliças e folhosos in natura, cereais integrais, tubérculos de baixo índice glicêmico, carnes magras, ovos, sementes, óleos e condimentos naturais em proporções adequadas e individuais, combinados a um grande cuidado nas técnicas de preparo do alimento. 

Referências

Bakala H, Hamelin M, Mary J, Borot-Laloi C, Friguet B Catalase, a target of glycation damage in rat liver mitochondria with aging. Biochim Biophys Acta. Jun, 2012.
Bengmark S. Gut microbiota, immune development and function. Pharmacol Res. Sep, 2012.
Madero M, Arriaga JC, Jalal D, Rivard C, McFann K, Pérez-Méndez O, Vázquez A, Ruiz A, Lanaspa MA, Jimenez CR, Johnson RJ, Lozada The effect of two energy-restricted diets, a low-fructose diet versus a moderate natural fructose diet, on weight loss and metabolic syndrome parameters: a randomized controlled trial. Metabolism: Clinical and Experimental. 60(11):1551-9, 2011
Malik, Vasanti S., Barry M. Popkin, George A. Bray, Jean-Pierre Després, and Frank B. Hu. Sugar-Sweetened Beverages, Obesity, Type 2 Diabetes Mellitus, and Cardiovascular Disease Risk. Circulation. 121:1356-1364, 2010.
Monden M, Koyama H, Otsuka Y, Morioka T, Mori K, Shoji T, Mima Y, Motoyama K, Fukumoto S, Shioi A, Emoto M, Yamamoto Y, Yamamoto H, Nishizawa Y,Kurajoh M, Yamamoto T, Inaba M. Receptor for Advanced Glycation End Products Regulates Adipocyte Hypertrophy and Insulin Sensitivity in Mice: Involvement of Toll-Like Receptor 2. Diabetes. Sep, 2012.
Nelson D L, Cox M M. Lehninger: Princípios de Bioquímica. 3ª ed., Sarvier, São Paulo 2003.
Prasad A, Bekker P, Tsimikas S. Advanced glycation end products and diabetic cardiovascular disease. Cardiol Rev. Jul-Aug;20(4):177-83, 2012.
Schalkwijk CG, Stehouwer CD, van Hinsbergh VW. Fructose-mediated non-enzymatic glycation: sweet coupling or bad modification. Diabetes Metab Res Rev. 20:369-82, 2004;
Song N, Tan C, Huang M, Liu P, Eric K, Zhang X, Xia S, Jia C. Transglutaminase cross-linking effect on sensory characteristics and antioxidant activities ofMaillard reaction products from soybean protein hydrolysates. Food Chem. 1;136(1):144-51, 2012.
Takashi Sato; Noriko Shimogaito; Xuegang Wu; Seiji Kikuchi, Sho-ichi Yamagishi, Masayoshi Takeuchi, Toxic Advanced Glycation End Products (TAGE) Theory in Alzheimer’s Disease. Am j alzheimers dis other demen. May/June 2006 vol. 21 no. 3197-208
Tormos, K.V. et al. (2011) Mitochondrial complex III ROS regulate adipocyte differentiation. Cell Metab. 14, 537–544
Uribarri,j; Woodruff S, Goodman S, Cai W, Chen X,Pyzik R, Yong A, Strike GE, Vlassara H. Advanced Glycation End Products in Foods and a Practical Guide to Their Reduction in the Diet. Journal of the American Dietetic Association. Volume 110, Issue 6 , Pages 911-916.e12, June 2010
Uribarri, j; and Katherine R. Tuttle. Advanced Glycation End Products and Nephrotoxicity of High-Protein Diets. CJASN November. 1 (6) 1293-1299, 2006 
Yilmaz Y. Review article: fructose in non-alcoholic fatty liver disease. Aliment Pharmacol Ther. 35(10):1135-44. 2012 May; 
Zizzi A, Tirabassi G, Aspriello SD, Piemontese M, Rubini C, Lucarini G. Gingival advanced glycation end-products in diabetes mellitus-associated chronic periodontitis: an immunohistochemical study. J Periodontal Res. 2012.

Por Felipe Nassau
08/10/2012

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domingo, 22 de julho de 2012

Tendência do Mercado de Academias


As academias e outros centros especializados em exercícios físicos surgiram como espaços alternativos para as pessoas se manterem fisicamente ativas, nos grandes centros urbanos, onde as áreas verdes e livres são cada vez menores. Sua popularização ocorreu nos últimos vinte anos.

Pessoas sedentárias, apressadas, estressadas e debilitadas pelo modo de vida moderno buscam o idílio de paz e saúde proporcionado pela prática regular de exercícios físicos. Nos últimos anos, as academias tiveram um grande crescimento, alavancado também por campanhas de conscientização sobre a importância do comportamento saudável. Muitas outras modalidades foram criadas e introduzidas como variação das atividades oferecidas.

Muitas novidades são divulgadas em feiras e congressos, que se propõem a apresentar inovações, sobretudo, de ordem técnica. Os gestores das academias procuram investir em novos equipamentos e serviços diferenciados. Embora seja importante para ampliar as opções de serviços, esse aspecto pode ter um resultado efêmero. Muitas dessas novidades não duram mais do que uma estação.

Um exemplo de programa de vida curta foi o slide, uma plataforma em que o aluno desliza de um lado para outro. Trata-se de um produto que pode ser interessante para integrar uma aula de circuito. No entanto, uma aula inteira sobre o slide se revelou monótona e pouco segura.

Outras inovações são mais consistentes, como a aula de bike indoor, uma das principais modalidades das academias, de fácil execução, mas que requer muita atenção dos professores, especialmente nos quesitos de segurança biomecânica e controle da intensidade.

As inovações estão presentes em todo o mercado de academias. Entretanto, para que as inovações de países estrangeiros sejam bem-sucedidas, precisam ser adaptadas à nossa realidade. Corre-se o risco de fazer apenas uma cópia malsucedida. É preciso entender a realidade do mercado local e adequá-las.

A responsabilidade por esse filtro é do gestor e, também, do profissional de Educação Física. Esses profissionais precisam ter espírito crítico rigoroso para diferenciar o que traz realmente avanço e constitui uma real tendência de mercado do que não passa simplesmente de modismo. Então, é possível tomar uma decisão mais consistente para absorver ou recusar novidades.

Atualmente, duas fortes tendências se destacam: a segmentação de mercado e o treinamento individualizado. Cada um deles pode se ramificar em inúmeras outras possibilidades. Entretanto, cabe salientar que foge do escopo desse trabalho esse detalhamento.

Dentro do processo de segmentação, um dos nichos de maior crescimento são os centros para prática esportiva instalados em clínicas e locais para atendimento de pessoas com problemas de saúde (cardiopatas, obesos, estressados, pacientes que precisam de reabilitação) e às várias faixas etárias (crianças, adolescentes, adultos e idosos).

Esses centros esportivos trabalham com um tipo de cliente que requer acompanhamento especial. Os exercícios físicos bem feitos podem acelerar a recuperação e favorecer o controle do quadro. Nesses centros, o cliente tende a ser orientado por uma equipe multidisciplinar não só familiarizada com a sua condição atual, mas também possuidora de conhecimento técnico específico, o que lhe dá mais segurança para aderir ao programa.

Para o profissional de Educação Física, que dispõe de recursos limitados e que sonha com o negócio próprio, abrir um centro de treinamento personalizado ou uma clínica para grupos especiais, em parceria com outros profissionais da área da saúde, talvez seja uma maneira interessante de entrar no mercado.

Outras formas de segmentação nesse mercado, que têm surgido nos últimos anos, são os centros para a prática de exercícios físicos em hotéis, spas, condomínios, universidades, empresas e escolas.

Há também serviços nos moldes dos promovidos pelo SESC (Serviço Social do Comércio), SESI (Serviço Social da Indústria) e ACM (Associação Cristã de Moços), que oferecem programas de exercício físico de ótima qualidade a baixo custo, em locais bem projetados.

 Por Fabio Saba e Marco Túlio Pimenta

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